sábado, 2 de novembro de 2013

Cadê o ser humano?




Não gosto e nem costumo falar sobre assuntos negativos aqui no blog, mas assistindo aos telejornais e acompanhando as notícias na internet tenho me feito essa pergunta constantemente!

Todos os dias cruzamos com pessoas estranhas na rua, no trânsito, no caminho para o trabalho ou para a escola, enfim, milhares de rostos diferentes que escondem histórias únicas e muitos segredos. Cada um carrega sua bagagem cheia de sentimentos variados: amor, fé, esperança, alegria, tristeza, mágoa, rancor, raiva, sentimentos humanos, que qualquer um pode se permitir sentir. Estamos todos no mesmo mar, alguns navegam de navio, outros de lancha, alguns de jangada e outros, talvez, somente com um colete salva-vidas.

A pergunta é: o que falta para que um enxergue no outro um semelhante? Digo isso porque, muitas vezes, a impressão que tenho quando vejo pessoas tirando a vida uma da outra é que estamos esquecendo de ver no próximo um ser humano.

Não quero entrar no mérito de justiça, de certo ou errado, de ladrão ou vítima porque, para mim, no fundo todos são vítimas. Da sociedade, do sistema, de si próprio, mas vítimas. Sei que em alguns momentos, infelizmente, uma tragédia é inevitável e sei também que a morte é a coisa mais natural da vida. Porém, me pergunto, se é natural que existe cada vez mais tanta brutalidade no mundo. Não falo apenas de assassinatos, falo da falta de compreensão, de paciência, de calma das pessoas. Brigas acontecem pelos motivos mais inacreditáveis. Parece que esquecemos que precisamos dividir o mesmo mundo.

Talvez falte amor, talvez falte calma, talvez falte um pouco mais de fé, talvez falte acreditar que o mundo pode, sim, ser melhor se não olharmos apenas para a nossa própria sombra e lembramos que não é possível viver e nem sobreviver sozinho, pois enlouqueceríamos.

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