quarta-feira, 18 de junho de 2014

GRATIDÃO


Quanto tempo sem aparecer por aqui, não é mesmo?

Resolvi escrever enquanto lia uma matéria no site M de Mulher, cujo título é: “Onze atitudes para recuperar o equilíbrio emocional”. Vocês devem estar se perguntando: “Será que ela está desequilibrada?”. A í eu pergunto de volta: “Vocês conhecem alguma escorpiana equilibrada?”. Brincadeiras à parte, a verdade é que o equilíbrio emocional é sim essencial para a nossa vida, para a nossa convivência em sociedade e, principalmente, para a nossa mente.

Mas o que me fez mesmoter vontade de escrever foi um dos 11 itens mencionados na matéria.

Item 6: GRATIDÃO. Eis o que o texto diz:

“É o sentimento que nos ajuda a perceber que, apesar dos problemas, a vida é uma dádiva. E que é possível listar as bênçãos que nos são entregues diariamente. Já pensou quanto você é privilegiada por ter um lar, uma família, comida na geladeira? Pesquisas constatam que, quando somos inclinadas a agradecer, a pressão arterial fica mais estável, o nível de stress cai e o corpo se recupera prontamente das doenças.”

Eu concordo em gênero, número e grau com tudo que está escrito aí, mas confesso, e tenho vergonha em confessar isso, que muitas vezes esqueço de ser grata, de reconhecer o quão importante é tudo que sou, que vivo e que tenho. Sei que tem uma “porrada” de gente no mesmo saco de farinha que eu nesse sentido, e sinto vergonha por mim e por vocês também. Então, para não me crucificar sozinha e também para não ser hipócrita e querer dar lição de moral apenas em vocês sobre algo em que eu também sou falha, vou fazer uma reflexão coletiva.

Ser grato não é apenas agradecer por um prato de comida, pela família, pelas pessoas especiais que fazem parte de nossas vidas, pelo emprego que nos sustenta. Ser grato é, antes de mais nada, reconhecer a importância de estarmos aqui vivendo cada acontecimento e cada emoção, é reconhecer o quão frágil e única é a vida.

A palavra “gratidão” tem um significado muito mais bonito e especial do que imaginamos




sábado, 2 de novembro de 2013

Cadê o ser humano?




Não gosto e nem costumo falar sobre assuntos negativos aqui no blog, mas assistindo aos telejornais e acompanhando as notícias na internet tenho me feito essa pergunta constantemente!

Todos os dias cruzamos com pessoas estranhas na rua, no trânsito, no caminho para o trabalho ou para a escola, enfim, milhares de rostos diferentes que escondem histórias únicas e muitos segredos. Cada um carrega sua bagagem cheia de sentimentos variados: amor, fé, esperança, alegria, tristeza, mágoa, rancor, raiva, sentimentos humanos, que qualquer um pode se permitir sentir. Estamos todos no mesmo mar, alguns navegam de navio, outros de lancha, alguns de jangada e outros, talvez, somente com um colete salva-vidas.

A pergunta é: o que falta para que um enxergue no outro um semelhante? Digo isso porque, muitas vezes, a impressão que tenho quando vejo pessoas tirando a vida uma da outra é que estamos esquecendo de ver no próximo um ser humano.

Não quero entrar no mérito de justiça, de certo ou errado, de ladrão ou vítima porque, para mim, no fundo todos são vítimas. Da sociedade, do sistema, de si próprio, mas vítimas. Sei que em alguns momentos, infelizmente, uma tragédia é inevitável e sei também que a morte é a coisa mais natural da vida. Porém, me pergunto, se é natural que existe cada vez mais tanta brutalidade no mundo. Não falo apenas de assassinatos, falo da falta de compreensão, de paciência, de calma das pessoas. Brigas acontecem pelos motivos mais inacreditáveis. Parece que esquecemos que precisamos dividir o mesmo mundo.

Talvez falte amor, talvez falte calma, talvez falte um pouco mais de fé, talvez falte acreditar que o mundo pode, sim, ser melhor se não olharmos apenas para a nossa própria sombra e lembramos que não é possível viver e nem sobreviver sozinho, pois enlouqueceríamos.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

FÉ!







“Só que você sai em desvantagem se você não tem fé, se você não tem fé...”

Às vezes, eu acho que a coisa mais importante desse mundo é a gente nunca perder a nossa essência e, às vezes, eu acho que a coisa mais importante em nossa vida é ter fé!

É difícil falar para alguém que já sofreu demais na vida ter fé, mas o que mais eu poderia dizer? Cada um dá aquilo que tem, cada um oferece aquilo que conseguiu conquistar pelo caminho que percorreu, cada um ensina aquilo que aprendeu na vida, cada um transmite aquilo que sente, que acredita, que acha que sabe... E eu, bem... eu tenho todas as razões do mundo para acreditar que tudo é um milagre, que cada dia é um verdadeiro presente de Deus, que tudo que acontece, bom ou ruim, é guiado por Deus e tem um propósito. Eu nunca poderia aconselhar alguém a desistir porque eu sempre lutei, mesmo estando errada, mesmo sofrendo, mesmo sabendo que poderia me magoar, eu sempre lutei pelas coisas que quis em minha vida. Eu sempre vou aconselhar as pessoas a ter fé, a acreditar, a não desistir porque eu nunca desisti de nada em que eu acreditei. 

Eu nunca desisti, eu entendi a hora de traçar novos caminhos. Quando me fecharam uma porta de trabalho, eu entendi que aquele lugar não era mais para mim e que haveria outro me esperando. Quando o professor na faculdade disse que não daria tempo de entregar o TCC se continuássemos naquele ritmo, eu entendi que deveria me dedicar mais porque eu era capaz de conseguir o 10 no final. Quando meus sentimentos não foram compreendidos, eu entendi que aquela história não era a minha e que tinha uma linda história e uma pessoa maravilhosa vindo em minha direção, com os mesmos planos, objetivos e vontades que eu. Quando o médico disse que minha mãe tinha um câncer, eu só consegui pensar que, independente de qualquer tratamento quem estava à frente de tudo era Deus e que Ele sabia exatamente o que fazer, portanto, por mais que aquela situação me assustasse, eu não tinha motivos nenhum para desistir.

Alguns amigos dizem que eu sou o tipo de pessoa que está sempre feliz, alegre, que sempre tem uma palavra de conforto, que sempre olha o lado bom das coisas... Eu fico feliz por transmitir esse sentimento às pessoas, mesmo sabendo que tenho um lado cheio de medos, de inseguranças, de incertezas, mas a verdade é que minha fé passa por cima de tudo isso, então, deve ser por essa razão que o meu lado “positive vibration” sempre fala mais alto. E eu gosto!!!

Trilha: Anjos – O Rappa